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jun 21, 2018

Novidades

Desmascarando os mitos sobre a proteção solar | Parte 1

À medida que aumenta nossa compreensão dos efeitos prejudiciais da radiação ultravioleta (UV), aumenta o interesse e a demanda de consumidores finais por produtos de proteção solar.

No entanto, assim como outros temas populares, a quantidade de informações, vindas de diferentes fontes, resulta em alguns mitos sobre os cuidados com o sol. Assim, por meio desta série, iremos desmascarar cinco equívocos comuns sobre os filtros e protetores solares.

Mas antes de começamos a falar de ciência, vamos esclarecer a diferença entre FILTRO e PROTETOR sola:

FILTROS SOLARES são moléculas ou combinações de moléculas comercializadas pela BASF e outras empresas químicas, por meio da regulamentação oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC N° 69, DE 23 DE MARÇO DE 2016

PROTETORES SOLARES são formulações completas, ou seja, o produto final que os consumidores compram nos supermercados, drogarias, lojas de produtos de beleza e demais canais de venda.

Com este conceito esclarecido, vamos aos mitos!

MITO N° 1:

Segundo alguns "especialistas", a principal causa do eritema são os raios UVB. Eritema é a vermelhidão da pele, que é a primeira indicação de superexposição à radiação UV (em sua forma mais extrema temos as queimaduras solares).

Podemos medir a formação do eritema através do MED (em inglês) ou DME (Dose Mínima Eritematosa) uma medida de quanto tempo leva para a vermelhidão aparecer na pele, ligando-o diretamente com o fator FPS (fator de proteção solar)

Portanto, se a vermelhidão e a queimadura da pele são causadas pelos raios UVB e não pela UVA, a hipótese espalhada por esse mito é que o FPS deve estar preocupado em proteger apenas dos raios UVB apenas, e não os raios UVA.

No entanto, novos estudos apontam que isso é um mito e que, de maneira geral, entre 80-91% da vermelhidão é causada pelos raios UVB(1)(2)(3). Isso significa que a vermelhidão e a queimadura não são causadas apenas por UVB, mas também pelo UVA. Por isso, se queremos proteger os consumidores, precisamos de protetores solares com alta proteção UVA fotoestável!

Usando nosso simulador de proteção solar, os cientistas da BASF descobriram que nossa fórmula de protetor solar de 5% Uvinul® T 150 (EHT) e 10% de DBT (Diethylhexyl Butamido Triazone) (fig. 1) pode efetivamente bloquear 100% dos raios UVB com o FPS de 14 e simplesmente acrescentando 3,1% TBPT (ativo) de Tinosorb® A2B, um filtro UV de amplo espectro com propriedades de espalhamento de luz, o FPS dessa fórmula é imediatamente aumentado para 50.

Do gráfico de espectro, podemos ver que apenas 3,1% de TBPT pode absorver até 80-90% de todos os comprimentos de onda UVA - apenas uma pequena fração de 10-20% de todos os raios UVA são transmitidos.


Fig.1. Comparação entre um fotoprotetor FPS 14 e um fotoprotetor FPS 50

FATO:

Alta proteção UVA ajuda a prevenir a formação do eritema e da queimadura solar além de prevenir o fotoenvelhecimento.

Para os formuladores que desejam criar protetores solares com alto FPS, é vital adicionar filtros UV de amplo espectro como Tinosorb® A2B, Tinosorb® M e Tinosorb® S.

 

Vinicius Bim

Especialista de Inovação para Cuidados Pessoais

BASF América do Sul

 

Referência 

  1. Sayre RM., et al. Commentary on “UVB-SPF”: the SPF labels of sunscreen products convey more than just UVB protection. Photodermatol Photoimmunol Photomed 2008; 24:218-220
  2. Diffey BL., Sunscreens and UVA Protection: A Major Issue of Minor Importance. Photochemistry and Photobiology, 2001, 74(1): 61–63
  3. Willis I., Cylus L., UVA Erythema in skin: is it a sunburn? The Journal of Investigative Dermatology, 68:128-129, 1977

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